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Engenharia e a sua importância para o crescimento do Brasil.

A importância de uma nova engenharia para o crescimento do Brasil

Engenharia

 

Engenharia é a área de atuação que se dedica a oferecer soluções práticas para problemas concretos. O trabalho do(a) profissional formado(a) em engenharia é criar soluções planejadas e sejam viáveis econômica e tecnicamente, então é preciso conhecer a fundo o tema daquele projeto. Além de criar essa solução, o(a) profissional irá coordenar todo o desenvolvimento do projeto, logo, noções de administração também aparecem nas áreas da engenharia de produção.

AEngenharia é um curso que envolve muitas disciplinas de exatas, como matemática, física e química e é uma área bastante abrangente segmentada em diversos ramos como por exemplo a engenharia civil, de telecomunicações, de sistema, de produção e mecânica.

Os engenheiros e engenheiras, profissionais que possuem essa formação, podem se especializar em diferentes temas, atuando em diversos segmentos da indústria, da construção civil, da infraestrutura e de transportes, entre muitos outros.

Engenheiros(as) exercem papel central na capacidade inovadora de um país. Com a corrida digital em curso, a melhoria do ensino de engenharia e o desenvolvimento de habilidades alinhadas com a demanda do mercado são ações fundamentais no fortalecimento da indústria e ampliação das condições de competitividade da economia brasileira. 

 

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O que estuda Engenharia?

Em engenharia se estuda muitas disciplinas de ciências exatas, como matemática, física e química, além de temas mais específicos sobre tipos de materiais, mecânica e estruturas. Com o crescimento dos cursos de tecnologia a engenharia de software agrega os conhecimentos de tecnologia da informação ao já reconhecido currículo da engenharia.

O(a) profissional formado(a) em engenharia se dedica a oferecer soluções práticas para situações-problema concretas, e a depender da especialização também pode se capacitar em outros temas e disciplinas, como a biologia nos cursos de engenharia genética ou ambiental.

O trabalho de um(a) engenheiro(a) é criar soluções planejadas e que sejam viáveis econômica e tecnicamente, então é preciso conhecer a fundo o tema daquele projeto. Além de criar essa solução, o(a) profissional irá coordenar todo o desenvolvimento do projeto, logo, noções de administração também aparecem em áreas por exemplo a engenharia de produção.

A agenda de sustentabilidade socioambiental também tende a ganhar cada vez mais espaço no currículo, à medida que as sociedades despertam em direção a importância de se buscar o desenvolvimento econômico e social sem implicações negativas ao meio ambiente.

As novas diretrizes da engenharia trazem conceitos atualizados, como a formação por competências, a prática como foco da aprendizagem, com a criação de laboratórios, uma atuação ativa dos alunos ao longo de todo o processo de formação e maior flexibilidade na elaboração do currículo de ensino, que tem maior liberdade para se adequar ao contexto e demandas nos quais está inserido.

 


Quantas áreas existem na Engenharia?

Existem mais de 30 tipos de habilitação em engenharia no País e um amplo mercado de trabalho. Por ser uma área de muita oferta de trabalho e intensa especialização, há também a possibilidade de se obter altos salários mesmo no inico da carreira

Conheça melhor cada uma delas:

 - Engenharia Civil: é a área que mais forma engenheiros no Brasil. O(a) profissional pode atuar com os processos de construção de edifícios e outras infraestruturas na indústria, em órgãos públicos, empresas de construção ou prestando consultoria.

- Engenharia de Produção: os(as) engenheiros(as) de produção se atuam na linha de produção industrial, ou de uma empresa, tratando da parte logística, de operações, finanças, recursos humanos da produção, entre outros.

 - Engenharia Mecânica: o(a) engenheiro(a) mecânico(a) é responsável pela projeção e manutenção de sistemas mecânicos, termodinâmicos e eletromecânicos. O(a) profissional também se capacita em avaliar estruturas, podendo emitir pareceres sobre avaliações e fiscalizações técnicas. Indústrias são as principais contratantes desse profissional.

 - Engenharia Elétrica: os(as) engenheiros(as) elétricos(as) desenvolvem amplo conhecimento sobre a eletricidade, as redes e circuitos elétricos. Após formado(a), o(a) profissional trabalha com a manutenção, instalação e projeção de dispositivos e estruturas elétricas. Atualmente existe uma grande demanda de profissionais que atuem com energia renovável e sustentável, além de projetos voltados à maior eficiência energética.

- Engenharia Química: a Engenharia Química é o ramo da engenharia responsável por projetar, construir e operar plantas químicas industriais. Nessa habilitação, o(a) profissional se encarrega de pesquisas, projetos e operacionalização dos processos que envolvem alterações físicas e químicas dos materiais para transformá-los em produtos úteis.

Além das engenharias que mais formam no Brasil, duas outras habilitações merecem destaque entre os principais tipos de engenharia: a Engenharia de Software e a Engenharia de Minas.

A Engenharia de Software vem crescendo nos últimos anos pela grande digitalização da indústria e dos mercados, gerando uma demanda por profissionais especializados em desenvolver softwares e aplicação de tecnologias em busca de maior produtividade e qualidade.

A Engenharia de Minas é a mais bem paga do Brasil, segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério da Economia. Voltada para o aproveitamento da terra e de reservas minerais e a extração de minérios, essa engenharia se une aos estudos de geologia, química e física e pode ser muito utilizada no Brasil por sua grande quantidade de recursos naturais.

Os cursos de engenharia duram em média cinco anos e têm diferentes habilitações. Os cinco principais tipos de engenharia por número de profissionais formados são a engenharia civil, a engenharia de produção, a engenharia mecânica, a engenharia elétrica e a engenharia química.

 

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O que são as novas diretrizes curriculares de engenharia?

A novas Diretrizes Curriculares Nacionais de engenharia foram homologadas em abril de 2019, dando maior autonomia às instituições de educação para desenhar seus currículos segundo suas prioridades e contexto de atuação. As Diretrizes Curriculares Nacionais são atualizações do Ministério da Educação que orientam a formação de cursos no País.

Desde 2008, a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), coordenada pela CNI, busca fortalecer a inovação industrial no Brasil e contribuir para o aprimoramento das políticas públicas relacionadas ao tema.

A MEI é hoje o principal espaço de diálogo entre lideranças empresariais,  governo e demais atores que integram o sistema nacional de inovação para debater e propor políticas que impulsionem a inovação empresarial e o aumento da competitividade do país. A CNI integra a Comissão Nacional de Implantação das Diretrizes Curriculares de Engenharia, coordenada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

Em fevereiro de 2021, a Comissão lançou um documento de apoio à implantação dessas novas diretrizes, contendo orientações relevantes baseadas em evidências e experiências bem-sucedidas para estimular as instituições de ensino superior nesse processo de mudança e adequação à nova regulamentação.

Colocando de uma maneira bastante resumida, as orientações dos cursos de engenharia compreendem:


1) Existência de docentes e dirigentes engajados na elaboração de projetos de formação inovadores e flexíveis;
2) Desenvolvimento e/ou revisão dos currículos, tendo como ponto de partida as competências desejadas para os egressos;
3)Aprendizagem ativa, com ênfase no papel central do aluno em sua formação;
4)Mudança no processo de avaliação dos alunos, que permita melhoria contínua no Projeto Pedagógico do Curso;
5)Adequação dos processos de avaliação e regulatórios, como do Ministério da Educação (MEC),  à lógica de formação por competência e da articulação com o setor produtivo;
6) Fortalecimento das relações das instituições de educação com o mercado e a sociedade.


De forma prática, algumas iniciativas que as instituições de educação podem adotar são a participação de empresas na elaboração dos currículos baseados em competências esperadas pelo mercado de trabalho e a apresentação de problemas concretos para os alunos terem como material de base para conclusão do curso, entre outros.

Como, por exemplo, o curso de graduação em Engenharia Química da Faculdade SENAI CETIQT que teve a participação de empresas como Shell, Basf, Natura, Braskem e Petrobras e as instituições ABIQUIM, ABEQ, UFRJ, CRQ e Fiocruz. Além disso, conta com um perfil profissional e currículo diferenciados, tendo em vista o atendimento às necessidades da Indústria 4.0 e uma prática docente inovadora que busca o desenvolvimento de situações aprendizagem e projetos de acordo com a realidade das empresas nacionais.

O que muda com as novas diretrizes curriculares de Engenharia?

Com o prazo de 3 anos para implantação pelas instituições de ensino superior (IES), as novas diretrizes já foram adotadas pela Faculdade SENAI de Joinville, em Santa Catarina e pelo Centro Universitário SENAI CIMATEC, localizado na Bahia.

Essas IES proporcionam aos estudantes uma formação de alto nível e suporte à inovação e solução de problemas complexos da indústria, com a possibilidade da vivência prática em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, contando com a parceria de empresas e outras instituições nacionais e internacionais. É um modelo de atuação diferenciado, alinhado ao que vem sendo feito pelas melhores universidades do mundo.

A princípio, as instituições devem adotar as novas diretrizes curriculares de engenharia até abril de 2022, podendo fazer isso gradualmente, a partir da revisão do plano pedagógico. Mas o que se espera, ao final desse processo, é que os cursos ganhem em qualidade e retenção de alunos, de modo que no médio prazo o país esteja mais preparado para contribuir com soluções para os desafios da humanidade.

Qual engenharia mais cresce no Brasil?

No Brasil, é recorrente a percepção de que há escassez de engenheiros nos mais variados setores da economia e de que os(as) engenheiros(as) que atuam no mercado carecem frequentemente das habilidades necessárias à aplicação de estratégias de inovação, o que dificulta o crescimento e a sustentabilidade da economia a longo prazo.

O estudo “Ensino de Engenharias: fortalecimento e modernização”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que a engenharia pode crescer no Brasil. Em 2014, o País tinha uma das piores posições no indicador de número de engenheiros por habitante, com 4,8 graduados a cada 10 mil habitantes. Coreia, a Rússia, a Finlândia e a Áustria contavam com mais de 20 engenheiros/cada 10 mil habitantes, e Portugal e Chile dispunham de cerca de 16.

Dados de 2016 da CNI também apontam que o número de doutores em engenharia no Brasil é menor que no contexto internacional, com quatro a seis vezes menos doutores que a maioria dos países europeus e cerca de um terço do registrado nos Estados Unidos.

Os dados, aliados a recorrentes reclamações relativas às dificuldades de contratação de bons profissionais em momentos de expansão da economia, levantaram preocupações quanto a uma possível escassez de engenheiros e ao risco de um apagão de mão de obra.

Embora demande atenção a situação da quantidade de profissionais qualificados, o interesse pela profissão segue aumentando no Brasil. No acumulado de 2001 a 2016, o número de matrículas nos cursos presenciais de engenharia praticamente quintuplicou, em função da expansão de 203% e 593%, respectivamente, do número de matrículas nas redes pública e privada de ensino.

Quais os novos requisitos para os profissionais de engenharia?

Com a demanda pela profissão e oferta de vagas com boas remunerações, fica clara a necessidade de uma renovação nas habilidades dos profissionais graduados em engenharia, unindo o conhecimento técnico e científico às competências pessoais esperadas pelo mercado de trabalho.

A indústria e as empresas esperam que os estudantes de engenharia desenvolvam características de liderança e de trabalho em equipe, empreendedorismo e conhecimentos gerais em áreas consideradas não científicas.

O domínio dessas habilidades vem se mostrando, cada vez mais, como uma tendência mundial para formação de engenheiros com um perfil empreendedor e inovador para propor novas e melhores soluções.

Por que o mundo inteiro se preocupa tanto com os engenheiros?

Para acelerar a economia do País, aumentando o PIB por habitante, por exemplo, é preciso investir e aumentar a produtividade do trabalho. Esse ganho está diretamente ligado ao nível de educação da população e evidencia porque o mundo inteiro se preocupa com os engenheiros.

O profissional que tem a capacidade de agregar novas tecnologias, enxergar o fluxo de produção, mobilizar recursos e criar soluções inovadoras para diversos segmentos, entre outras habilidades, pode contribuir para a melhoria da qualidade da infraestrutura, o avanço tecnológico e as condições de bem-estar no País.

Com essas melhorias, o Brasil pode receber mais investimentos, melhorar seu fluxo de exportação e utilização de recursos naturais, além de concorrer na criação de novas tecnologias para produtos e serviços a nível global.

Aperfeiçoar o ensino de engenharia no Brasil?

A quantidade de engenheiros(as) e a qualidade da educação ofertada serão fatores decisivos para preservar o crescimento, ampliar a geração de produtos com alto valor tecnológico e promover maior equilíbrio em nossa balança comercial, altamente dependente da exportação de commodities (matéria-prima).

Uma grande transformação no ensino de Engenharias no Brasil é fundamental para que o País aumente sua produtividade e acompanhe os países mais inovadores. A maior competitividade da indústria depende da capacidade das empresas de inovar e isto depende da disponibilidade e da qualidade dos(as) engenheiros(as) e tecnólogos.

Além dos conteúdos técnicos da área, para aperfeiçoar o ensino de engenharia no Brasil é preciso fortalecer a educação básica e o desenvolvimento de habilidades como comunicação, expressão oral e conhecimento de línguas estrangeiras, exigências do novo mercado de trabalho.

 

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